sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Mortágua 2018 (Percursos Pedestres)

Nos últimos dias tenho-me feito ao caminho e quase diariamente tenho passado no Percurso Pedestre da Ribeira da Fraga, ao contrario de muitas das vozes que se diziam contrarias a tal investimento eu sempre tive uma visão positiva sobre o mesmo e hoje, mais de meio ano passado da sua inauguração, posso dizer que estava certo e que foi uma aposta acertada da Câmara Municipal.
Alguns são ainda os problemas que se podem registrar, a ausência de caixotes do lixo é, a meu ver, a mais preocupante pois é comum ver-se lixo junto à Ribeira de quando a quando. Registo também a morte de algumas das arvores que foram plantadas. O incómodo provocado pelo espaçamento entre as placas vem a ser mitigado pelo crescimento da vegetação, sendo que os baixos níveis de precipitação não tem favorecido esta parte, para além disso com o crescer da vegetação rasteira o percurso encontra-se agora mais enquadrado na paisagem. A existência de pontos de água potável eram também uma mais valia para o percurso.
Mas mais que os problemas as mais valias que existem são variadas, desde a capacidade de atração turística à promoção da pratica de exercício ao ar livre, sendo que, a meu ver, a principal é a sua afirmação como uma via de comunicação alternativa, o Percurso veio de certa forma "aproximar" o centro da Vila em termos pedonais de Vale de Açores, Coval e Barril e são já dezenas de pessoas que fazem este trajeto em detrimento dos passeios confinantes com as faixas rodoviárias que ligam estes aglomerados habitacionais tendo nesta uma alternativa mais segura e mais limpa, não estando sujeitas aos nocivos escapes dos veículos automóveis.
Agora, está na altura de continuar, continuo a defender que uma ciclovia neste mesmo trajeto teria uma papel bastante importante na ligação das povoações e na atratividade turística. Mas mais que isso o importante é estender o percurso, não tem de haver as mesmas placas de cimento, basta um trilho bem tratado e com as necessárias pontes e zonas de descanso. A mesma Ribeira da Fraga estende-se até Vila Moinhos por mais 5 km com um desnível inferior a 50m o mesmo acontece nos cerca de 7 km da Ribeira de Mortágua do Parque Verde até Macieira, não referindo aqui o alargamento até Caparrosinha, já previsto para este ano, bem como a ligação pedonal da Estação de Comboios ao Parque Verde que é desde há muito uma prioridade.

Sugestões/críticas?

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Mortágua 2017 (Animais de Rua)

É sabido que o número de animais abandonados pelas nossas terras aumenta a cada dia que passa, tendo-se tornado já perigosos para as populações, como o ocorrido em Quilho. E para além disso podem vir, num futuro próximo a trazer consigo problemas de saúde pública.
É preciso tomar medidas!
A construção de um canil intermunicipal, como sugerido por pelo menos uma das candidaturas é algo positivo, e seja ele municipal ou intermunicipal tem de ser visto como uma prioridade.
Mas não nos devemos ficar apenas por aí e, de uma vez por todas, temos de atacar o mal pela raiz, até porque com a proibição do abate de animais saudáveis em canis, uma medida a parabenizar, é cada vez mais dispendioso para as autarquias manter estas estruturas.

Então, e por forma a controlar estas populações de Animais de Rua acho importante:

Primeiro: Cadastrar e chipar TODOS os animais de estimação do concelho, por forma a prevenir potenciais abandonos.
Segundo: Capturar os cães vadios após a construção do canil e criar um banco de adoção para os mesmos.
Terceiro: Castrar, como medida de controlo populacional, todos os gatos de rua machos, criando também para estes uma ficha de cadastro.
Quarto: Criar parcerias com ONG regionais que tenham como objetivo o promover a adoção deste tipo de animais.
Quinto: Oferecer os cuidados básicos de saúde veterinária, a preço reduzido, a todos os animais registrados de cidadãos residentes no concelho, sendo através do veterinário municipal ou de parcerias com os veterinários locais, levando assim a que mesmo as pessoas mais carenciadas possam ter um animal de estimação saudável e com acompanhamento veterinário.
Sexto: Criar uma meta de curto-médio prazo para termos "Mortágua sem Animais de Rua". 2020?

Imagem: portalpets

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Mortágua 2017 (Floresta)

Com mais de 85% da sua área coberta de "floresta", Mortágua é dos concelhos da Europa com maior percentagem de "área florestal" e está muito acima da média nacional que ronda os 35%.
Mas será que é mesmo o floresta? Deixando os parâmetros capitalistas de lado o que deve ser na sua essência uma floresta, uma plantação alinhada de árvores da mesma espécie ou um amontoado aleatório de árvores, arbustos e plantas de variadas espécies que entre si compõem um complexo ecossistema onde subsistem seres de todos os outros níveis tróficos? Não é estranho num concelho com 85% de "floresta" não tenha os seus lagos e riachos com inúmeras aves ribeirinhas e os seus bosques cheios de pequenos mamíferos e répteis? Para além da flora os efeitos nocivos desta floresta começam a sentir-se não só na qualidade como na quantidade do nossos recursos hídricos, algo normal quando se plantam árvores de metabolismo elevado. Vivemos cada vez mais no meio de um "deserto verde".
O que será de Mortágua e das suas terras quando o atual modelo de floresta já não for economicamente rentável? É mais fácil destabilizar um ecossistema que voltar a estabilizá-lo.
São escassas e vagas as propostas na área da floresta dos candidatos à governação da autarquia nos próximos 4 anos, é um tema sensível e que a ser tocado pode ter repercussões negativas no número de votos final que cada um destes almeja conseguir. Mas e passadas as eleições, o que será feito? O ambiente deve ser uma preocupação central de qualquer que seja o projeto eleito, e esta questão deve ser um dos principais focos dos próximos mandatos.
Urge pensar a floresta, será de certo o maior desafio dos anos vindouros. Não penso em mudanças radicais, seria irreal da minha parte as a diferença tem de começar a ser feita. Mas é certo que é impossível vender percursos a quedas de água se estas não tiverem água, como verificado este ano.

O que pode ser feito para mudar esta situação?

Tenho 3 sugestões em mente que seguem abaixo:

Primeira: Proibir a plantação de espécies não nativas a menos de 12 metros das linhas de água sejam elas perenes ou intermitentes; Terá não só a função de preservar as zonas ripícolas como também a criação de corredores ecológicos com o concelhos vizinhos, permitindo assim uma forma de mobilidade à flora que nos rodeia.
Segunda: Zona tampão de floresta nativa em torno de todos os aldeamentos; Permitirá a proteção contra incêndios (a grande maioria das espécies autóctones tem níveis de combustibilidade reduzidos) destes aldeamentos como oferecerá produtos para a subsistência dos mesmos, como lenha, cogumelos, frutos silvestres, bolotas, zonas de apicultura etc.
Terceira: A obrigação de compensação ecológica por parte dos produtores de monocultura através da obrigatoriedade de deter e gerir uma área de floresta autóctone equivalente a 15% da área que detém de espécies alóctones; permitindo com isto compensar, por pouco que seja os efeitos menos positivos da monocultura de que é proprietário.

Foto: Ambiente Magazine

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Sobre os fogos...

 Será que a solução de passar os terrenos abandonados para as autarquias terá algum impacto na prevenção dos incêndios?
 Não seria mais inteligente formar as autarquias para a prevenção dos fogos, através do tão falado ordenamento do território e da criação de zonas tampão nas imediações das populações bem como meter mais restrições à plantação de Eucaliptos nas proximidades das povoações e cursos de água que de outra forma podiam ser de grande ajuda no combate aos incêndios?
 De que vale dar mais terrenos para ficarem sobre a alçada destas se não se dão meios para a devida prevenção dos incêndios nestes espaços, quer meios materiais quer humanos, é preciso não esquecer que a grande maioria das câmaras tem as contratações congeladas...

Foto: Nelson Garrido

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Mortágua 2013 (Praia Fluvial)

Hoje escrevo sobre algo que é quase incompreensível não haver por cá.
Num concelho, em que até no próprio nome a água está presente e, que se encontra profundamente recortado por rios ribeiras e riachos causa-me estranheza o não aproveitamento destes de melhor forma.
Tendo no seu território uma boa parte das margens da Albufeira da Barragem da Aguieira (não falando sequer na Barragem de Macieira ou da ainda não reconcluida Barragem do Lapão) Mortágua apresenta condições óptimas para a construção de uma (ou mais) praia fluvial aproveitando estes recursos e a sua área envolvente. Espaços que bem planeados podem trazer uma nova vida aos terrenos "perdidos" para o espelho de água da albufeira. 
Praias Fluviais, que são sempre, uma aposta ganha, na região, tendo como maiores exemplos a Praia Fluvial da Senhora da Ribeira e a Praia Fluvial de Vimieiro. Praias estas nos concelhos vizinhos e que são muito requisitadas pelas gentes de cá. Um sinal de uma evidente falta em Mortágua. 
Locais como o Valongo (Chão de Vento), Almaçinha e Falgaroso do Maio já se vêem muitas vezes requisitados para recreio, desde a pesca aos próprios banhos. Muitos destes sítios só não são mais frequentados devido apenas à falta de infraestruturas de apoio como balneários, acessos, condições de segurança e até da própria restauração. 
Com isto é fácil entender as mais valias de um espaço deste tipo como, a atracção turística, criação de emprego e, até, a melhoria da qualidade de vida da população, devido à maior oferta de espaços de recreio e lazer e à não necessidade de grandes deslocações para usufruir de espaços do mesmo tipo.

E tu o que achas disto?

 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Mortágua 2013 (Ciclovias)

Hoje vinha a conduzir e, após ultrapassar dois ciclistas, lembrei-me de algo que já havia pensado à muito e esta é, talvez, a altura ideal para expor a minha ideia.
Sendo cada vez mais um concelho de ciclistas ocasionais e praticantes mais regulares, chegando a haver vários federados, noto a falta de vias reservadas a ciclistas.
Tendo a zona envolvente à sede de concelho poucas alterações no seu relevo e até várias povoações próximas, como é o caso das Aldeias do Reguengo (Vila Moinhos, Vila Meã, Cruz de Vila Nova, Vila Nova), do Barril, do Coval, das próprias aldeia que ladeiam a Albufeira da Aguieira (Chão de Vento, Falgaroso do Maio, Amaçinha e Almaça) e de algumas das aldeias que ladeiam a Ribeira de Mortágua (Caparrosinha, Vale de Açores, Póvoa, Vale de Remigio, Monte de Lobos, Palinha e Pala), seria interessante a vários níveis a ligação destes povoados por ciclovias ou até, porque não, por vias ciclo turísticas que aproveitariam o facto de muitas destas aldeias estarem ladeadas por cursos de água e terem algumas paisagem rurais fantásticas. 
De referir algumas das vantagens que advinham da construção:
             - de ciclovias, um fomentar da prática do ciclismo no concelho e, com isto, combate ao sedentarismo e uma possível diminuição da poluição automóvel através do incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte;
             - de vias ciclo turísticas, a atracção de turística e ganhos que daí advêm, o aproveitamento das potencialidades de alguns dos nossos recursos e a construção destas não requerer grandes custos.
São também uma forma de ligar algumas áreas de lazer/interesse do concelho como o Parque Verde da Ponte, o Pelourinho, a Câmara Municipal, o Parque Verde das Nogueiras e a própria Albufeira da Aguieira.

E tu o que achas disto?

 


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Mortágua 2013 (Parque de Campismo)

Estão aí, cada vez mais próximas, as eleições para esta e para muitas outras câmaras do país, com isto, acho que chegou a altura de também eu dar o meu contributo para fazer ver, aos quatro projectos candidatos, alguns dos problemas que eu vejo por Mortágua. 


Hoje falo de algo que acho que há muito tempo sinto ser uma falta na terra, um Parque de Campismo. Mortágua vem-se assumindo recentemente como um concelho que trás para si muitas gentes de fora seja para actividades desportivas, culturais ou gastronómicas. Actividades como o BTT de Mortágua, a Resistência de BTT de Mortágua, a Maratona de BTT "Descoberta da Irmãnia", o Rallie de Mortágua, o Fim de Semana da Lampantana, a Festa da Juventude/Feira das Associações, e muitas outras. 
Actividades estas que atraem quer participantes como espectadores, pessoas estas que se vêm limitadas a apenas uma pensão, dois hotéis e um resort. Opções por vezes pouco atractivas quer em termos financeiros quer por serem demasiado tradicionais, por exemplo, para um Bttista que gosta de aproveitar os fim de semanas em que prática a modalidade para ter também para si um momento de maior ligação com a natureza de forma a fugir ao stress de uma semana de trabalho rotineiro ou, simplesmente, por serem uma forma demasiado regrante para um grupo de jovens que vêm até Mortágua para desfrutar de um fim de semana de Rallie aproveitando também os bares da vila ou que venham aproveitar a própria Festa da Juventude/Feira das Associações. 
Vejo-o também como uma forma de trazer pessoas a explorar o nosso concelho seja o Percurso Pedestre das Quedas de Água das Paredes, o Parque Verde, as demais Albufeiras e Rios que recortam o concelho, a Mata Nacional do Buçaco ou até os vários Santuários e locais de devoção por aqui espalhados.

E tu o que achas disto?


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Lição nº17/06

Sinto que hoje "nasceu" uma geração melhor para este país, aqueles milhares de alunos que por causa da luta se viram privados da realização do exame nacional de Português/Latim, uma geração que aprende por parte dos seus educadores que muitas vezes as palavras não bastam. Aprende que palavras, por vezes, tem de ser acompanhadas de acção, de um murro na mesa, de um basta, de mudança. Sinto que este acontecimento pode servir para o aparecer de uma geração mais interessada e, acima de tudo, de uma geração que lute pelos seus direitos mas que saiba como e quando lutar, que perceba que luta não se pode resumir a acontecimentos pontuais mas que é, acima de tudo, um processo constante... Alunos que hoje se sentem inferiorizados por terem de entrar de férias mais tarde mas que espero não tenham eles de dentro em pouco estar a lutar por direito a férias!