sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Mortágua 2013 (Praia Fluvial)

Hoje escrevo sobre algo que é quase incompreensível não haver por cá.
Num concelho, em que até no próprio nome a água está presente e, que se encontra profundamente recortado por rios ribeiras e riachos causa-me estranheza o não aproveitamento destes de melhor forma.
Tendo no seu território uma boa parte das margens da Albufeira da Barragem da Aguieira (não falando sequer na Barragem de Macieira ou da ainda não reconcluida Barragem do Lapão) Mortágua apresenta condições óptimas para a construção de uma (ou mais) praia fluvial aproveitando estes recursos e a sua área envolvente. Espaços que bem planeados podem trazer uma nova vida aos terrenos "perdidos" para o espelho de água da albufeira. 
Praias Fluviais, que são sempre, uma aposta ganha, na região, tendo como maiores exemplos a Praia Fluvial da Senhora da Ribeira e a Praia Fluvial de Vimieiro. Praias estas nos concelhos vizinhos e que são muito requisitadas pelas gentes de cá. Um sinal de uma evidente falta em Mortágua. 
Locais como o Valongo (Chão de Vento), Almaçinha e Falgaroso do Maio já se vêem muitas vezes requisitados para recreio, desde a pesca aos próprios banhos. Muitos destes sítios só não são mais frequentados devido apenas à falta de infraestruturas de apoio como balneários, acessos, condições de segurança e até da própria restauração. 
Com isto é fácil entender as mais valias de um espaço deste tipo como, a atracção turística, criação de emprego e, até, a melhoria da qualidade de vida da população, devido à maior oferta de espaços de recreio e lazer e à não necessidade de grandes deslocações para usufruir de espaços do mesmo tipo.

E tu o que achas disto?

 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Mortágua 2013 (Ciclovias)

Hoje vinha a conduzir e, após ultrapassar dois ciclistas, lembrei-me de algo que já havia pensado à muito e esta é, talvez, a altura ideal para expor a minha ideia.
Sendo cada vez mais um concelho de ciclistas ocasionais e praticantes mais regulares, chegando a haver vários federados, noto a falta de vias reservadas a ciclistas.
Tendo a zona envolvente à sede de concelho poucas alterações no seu relevo e até várias povoações próximas, como é o caso das Aldeias do Reguengo (Vila Moinhos, Vila Meã, Cruz de Vila Nova, Vila Nova), do Barril, do Coval, das próprias aldeia que ladeiam a Albufeira da Aguieira (Chão de Vento, Falgaroso do Maio, Amaçinha e Almaça) e de algumas das aldeias que ladeiam a Ribeira de Mortágua (Caparrosinha, Vale de Açores, Póvoa, Vale de Remigio, Monte de Lobos, Palinha e Pala), seria interessante a vários níveis a ligação destes povoados por ciclovias ou até, porque não, por vias ciclo turísticas que aproveitariam o facto de muitas destas aldeias estarem ladeadas por cursos de água e terem algumas paisagem rurais fantásticas. 
De referir algumas das vantagens que advinham da construção:
             - de ciclovias, um fomentar da prática do ciclismo no concelho e, com isto, combate ao sedentarismo e uma possível diminuição da poluição automóvel através do incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte;
             - de vias ciclo turísticas, a atracção de turística e ganhos que daí advêm, o aproveitamento das potencialidades de alguns dos nossos recursos e a construção destas não requerer grandes custos.
São também uma forma de ligar algumas áreas de lazer/interesse do concelho como o Parque Verde da Ponte, o Pelourinho, a Câmara Municipal, o Parque Verde das Nogueiras e a própria Albufeira da Aguieira.

E tu o que achas disto?

 


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Mortágua 2013 (Parque de Campismo)

Estão aí, cada vez mais próximas, as eleições para esta e para muitas outras câmaras do país, com isto, acho que chegou a altura de também eu dar o meu contributo para fazer ver, aos quatro projectos candidatos, alguns dos problemas que eu vejo por Mortágua. 


Hoje falo de algo que acho que há muito tempo sinto ser uma falta na terra, um Parque de Campismo. Mortágua vem-se assumindo recentemente como um concelho que trás para si muitas gentes de fora seja para actividades desportivas, culturais ou gastronómicas. Actividades como o BTT de Mortágua, a Resistência de BTT de Mortágua, a Maratona de BTT "Descoberta da Irmãnia", o Rallie de Mortágua, o Fim de Semana da Lampantana, a Festa da Juventude/Feira das Associações, e muitas outras. 
Actividades estas que atraem quer participantes como espectadores, pessoas estas que se vêm limitadas a apenas uma pensão, dois hotéis e um resort. Opções por vezes pouco atractivas quer em termos financeiros quer por serem demasiado tradicionais, por exemplo, para um Bttista que gosta de aproveitar os fim de semanas em que prática a modalidade para ter também para si um momento de maior ligação com a natureza de forma a fugir ao stress de uma semana de trabalho rotineiro ou, simplesmente, por serem uma forma demasiado regrante para um grupo de jovens que vêm até Mortágua para desfrutar de um fim de semana de Rallie aproveitando também os bares da vila ou que venham aproveitar a própria Festa da Juventude/Feira das Associações. 
Vejo-o também como uma forma de trazer pessoas a explorar o nosso concelho seja o Percurso Pedestre das Quedas de Água das Paredes, o Parque Verde, as demais Albufeiras e Rios que recortam o concelho, a Mata Nacional do Buçaco ou até os vários Santuários e locais de devoção por aqui espalhados.

E tu o que achas disto?


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Lição nº17/06

Sinto que hoje "nasceu" uma geração melhor para este país, aqueles milhares de alunos que por causa da luta se viram privados da realização do exame nacional de Português/Latim, uma geração que aprende por parte dos seus educadores que muitas vezes as palavras não bastam. Aprende que palavras, por vezes, tem de ser acompanhadas de acção, de um murro na mesa, de um basta, de mudança. Sinto que este acontecimento pode servir para o aparecer de uma geração mais interessada e, acima de tudo, de uma geração que lute pelos seus direitos mas que saiba como e quando lutar, que perceba que luta não se pode resumir a acontecimentos pontuais mas que é, acima de tudo, um processo constante... Alunos que hoje se sentem inferiorizados por terem de entrar de férias mais tarde mas que espero não tenham eles de dentro em pouco estar a lutar por direito a férias!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Insónia

Já me tinha deitado, à umas duas horas, mas o sono não chegava, queria dormir mas não conseguia, resolvi vestir-me e sair de casa, fui dar uma volta. Desci pela sé, atravessei a baixa e, depois, subi pela avenida até ao penedo, durante todo este caminho fui imaginando, em cada degrau da sé, recanto da  baixa, ou banco da sereia e do penedo, todas as histórias de amores e desamores que ali já haveriam acontecido e, à medida que isso ia acontecendo, vinham-me à memória os bons momentos que, eu, também já havia passado nesses lugares. Não só os amores e desamores nos deixam marcados, mas, sem duvida, esses tocaram-me de forma mais forte naquela noite, estava carente de um conforto, sentia-me insignificante perante a cidade mas era ela a minha única companheira, a minha confidente e era, também, ela que me fazia recordar, que me fazia, rir, suar, chorar, era ela o único elemento que me ligava a todas as outras histórias. Eu estava só com ela naquela noite mas ela havia estado em todos os outros encontros, em todos os outros desencontros, e já foi, ela, peça fundamental desses mesmos encontros e desencontros... Vi, com ela, o nascer do sol, do penedo, foi a primeira vez que o fiz e, até hoje, a ultima, ali, naquele momento, senti que não era aquele o sítio onde devia estar, pelo menos não sozinho, aquele era um lugar em que as histórias são escritas por mais do que um interveniente, sai de lá com uma certeza, vou voltar, não sei quando, mas de algo tenho a certeza tu vais comigo, não sei quem és mas vais comigo ou, vou eu contigo...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Pensamento abstrato

Hoje acordei com uma vontade enorme de te ver, de te puxar, por um braço, e obrigar-te a ouvires todas a palavras que tenho guardadas para ti. Um daqueles dias em que penso que talvez fosse melhor deitar cá para fora tudo o que penso em vez de guarda-lo só para mim, uma coisa sei, por cada palavra que te não digo uma resposta fica por ouvir, poderia ser algo bom ou algo mau, de se ouvir, mas pelo menos a dúvida deixava de persistir e, talvez, até ficasse melhor contigo ou comigo mesmo mas, por outro lado, tenho medo do que os teus olhos diriam ao ouvir-me falar ou pior do que tu dirias depois de todos os meus desabafos, vou ficar na mesma, vou guardar para mim o que penso ou, talvez um dia te diga, talvez um dia...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Na esplanada!

Estou aqui sentado, à minha frente tenho duas raparigas, uma, com o seu ar desleixado e um piercing a meio do lábio inferior, saboreia vorazmente um copo de néctar dos deuses, a seu lado, uma amiga, mais arranjada, mas apenas da cintura para cima, traz vestidas as calças que, provavelmente, serviram de pijama na noite anterior, saboreia de forma cuidadosa um chá de camomila e fuma o seu cigarro; à minha esquerda, três homens, de meia idade, um enrola um cigarro, outro entorna uma sagres preta e o terceiro limita-se apenas a brincar com o isqueiro e, pelo meio, muitas risadas e brincadeiras próprias de três amigos que já não se viam há já algum tempo; a minha direita um rapaz e uma rapariga, não parecem um casal, parecem mais amigos, ele segue com os olhos todos os movimentos feitos pelos lábios dela, ela, ao que parece, desabafa com ele problemas vividos com uma terceira pessoa e pelo meio vai devorando cigarros a um ritmo verdadeiramente alucinante, acabou o copo de água, ela levanta-se, ele segue-a, pagam a conta e seguem cada um o seu caminho; no lugar dos três homens está agora uma senhora com os seus 70 anos a lanchar; as duas raparigas pagam a conta; o meu café acabou, vou para casa!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O medo comanda a vida

Ele está em todas as decisões que tomamos, cada vez que dizemos sim fazê-mo-lo porque temos medo que o não seja incorreto, sempre que mentimos fazê-mo-lo porque temos medo das consequências que a verdade pode trazer consigo... São mais motivados, todos os dias, a fazer algo correto, porque temos medo do que o incorreto nos pode dar, temos medo de arriscar, medo de mudar as rotinas, medo de fazer algo diferente porque podemos ser julgados por isso. Todos os dias fazemos aquilo que não nos dá medo, todos fazemos de tudo para nos mantermos na nossa zona de conforto, podias ter dito que sim aquela proposta de emprego mas tinhas de sair da cidade, podias ter aceitado o convite para o jogo mas não ias jantar com a namorada, ... É o medo que te faz não voltar a errar mas é também ele que te impedo de ver/fazer outras coisas corretas. A vida é demasiado curta para termos medo, arrisca, diz a verdade, diz sim, faz o que o que queres fazer apesar de todas as consequências...

domingo, 27 de janeiro de 2013

Por acaso um café - I

Era sexta-feira, havia ficado em Coimbra porque tinha tido aula até tarde. Estava uma noite calma, com um luar digno de uma qualquer noite de verão e a temperatura era bastante agradável. Decidi sair de casa e ir até à praça, tinha, como todos os dias, de tomar um café. Entrei no bar e logo à entrada estava ela, linda como sempre, os seus cabelos castanhos, lisos, apanhados realçavam a beleza do seu rosto, os seus olhos negros, como o carvão, os seus labios, que adora pintar de vermelho vivo, a sua pele que, quer de longe que de perto, não aparenta qualquer imperfeição e aquilo que mais gostava de ver nela, aquelas covinhas, evidentes, que fazia sempre que se ria. Estava com um casaco castanho claro daqueles longos... Passei por ela e acenei, estavamos chateados mas, estranhamente, ela respondeu, segui, sem olhar para trás, e fui até à unica mesa livre na sala. Pedi um café e, não sei porquê, naquela noite não conseguia deixar de olha-la. Passado algum tempo, e para meu espanto ela levanta-se de junto das amigas e vem na minha direcção, pensei para mim, que quererá ela, continuo e vê-la a avançar e, involuntáriamente esboçei um sorriso, sorriso esse que parece ter sido para ela um tipo qualquer de sinal e, então, ela avançou mais rapidamente na minha direcção. Aguardei-a, ela chegou e pediu para se sentar, aceitei, mesmo sem perceber ainda o que estava a acontecer, semanas antes ela havia pedido para eu a esquecer, ela sentou-se comprimentou-me e, do nada, disse-me, estive a ler o teu blog, eu perguntei se ela tinha gostado ao que ela respondeu, adorei e depois pergunta-me, por acaso alguns textos era sobre mim, eu fiquei um pouco atrapalhado e, acho que, até corei um pouquinho, respirei fundo e disse-lhe...

sábado, 26 de janeiro de 2013

Memórias, leva-as o tempo...

Jurei que jamais te esqueceria mas fazem anos que te foste, começo a esquecer-me de como eras, os traços do teu rosto estão cada vez mais apagados, a linhas do teu corpo começam a misturar-se com os elementos à tua volta, a tua imagem está cada vez mais apagada, quando te imagino restam-me o azul celeste dos teus olhos, o brilho dos teus cabelos castanhos, o rosa dos teus lábios, é tudo que me resta, o rosa, o rosa...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Na pista

E ali estava ela, no meio da pista, a mostrar a todos que o quisessem ver que ela era a rainha da noite, sentia-se desejada, todos os homens na disco a olhavam e ela gostava de ser olhada, gostava de ser provocadora, gostava de provocar... 



domingo, 20 de janeiro de 2013

Escrito num sábado qualquer...

Sabes aquele momento em que estás disposto a fazer mesmo uma coisa e tudo está contra ti? Aquele momento em que sais de casa e decides fazer o mesmo caminho de sempre para ires para o mesmo bar de sempre porque precisas mesmo de chegar lá , beber um café e pensar no que vais fazer durante a semana que se avizinha e, quando dás por ti esse caminho por alguma razão está interdito e acabas por ir a um bar diferente e beber uma cola e, por acaso, toda a semana se transforma num vórtice interminável de coisas a acontecer fora do planeado e acabas por ter uma semana daquelas para esquecer. Pois, foi assim a minha semana...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O rico e o pobre

Quando era criança li uma história, era a história de um menino rico e um menino pobre. O menino rico tinha muitos amigos, roupas da moda, as melhores festas de aniversário... o menino pobre usava a roupa que havia sido do irmão que era o seu único e melhor amigo, no seu aniversário a mãe fazia-lhe um bolo e, esta e o irmão, cantavam-lhe os parabéns no fim de jantar.
Hoje, eu cresci e aqueles meninos também, tenho-os visto por aí, o menino rico recebeu um carro quando entrou na universidade, tem uma namorada, vai todos os fins de semana para discoteca com os amigos, todas as pessoas do curso o conhecem, os professores sabem todos o seu nome e costumam ir a jantares lá em casa... o menino pobre, acabou o secundário e teve de ficar na terra. O irmão havia emigrado, em busca de uma vida melhor, tinha-se casado e esperava um filho; a mãe estava débil, tinha-lhe sido diagnosticado um cancro. Por força dos acontecimentos, o menino pobre, teve de arranjar trabalho na aldeia e tratar da sua mãe pois era o único que restava; o pai havia morrido num acidente de carro, era ele ainda bebé.
Voltei a crescer, assim como eles. Já não os tenho visto tantas vezes mas sei que o menino rico agora tem um alto cargo numa empresa de renome, vai no seu segundo casamento e tem outros tantos filhos, que andam no melhor colégio da capital, amigos, esses são todos aqueles que ele convida para os jantares e festas na sua vivenda e que estão sempre à espera do momento ideal para lhe passarem a perna. O menino pobre perdeu a mãe, há já algum tempo, mas encontrou o amor, casou-se e têm 3 meninas, os tempos são difíceis, teve de arranjar 2 trabalhos para as conseguir alimentar e, por isso, tem pouco tempo para elas mas tenta sempre aproveita-lo da melhor forma, estando com elas; amigos, esses são poucos mas leais, sempre prontos a dar a mão, a dividir o pouco que têm para o outro não ficar sem nada... Não sei porquê sempre gostei mais deste menino...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Accidental meeting - 2

... levantei-me, dei dois passos e parei, olhei para trás e os meus amigos diziam para eu seguir sem medo. Aqueles poucos metros, entre mim e aquela mesa, pareciam intermináveis, para piorar a situação, ela olha para mim e sorri, voltei a fraquejar, tal era a sua sensualidade, as minhas pernas tremiam, parei, respirei fundo e voltei a caminhar mas, sou ultrapassado, um rapaz alto de cabelo apanhado passa por mim e senta-se ao lado dela, voltei para trás, fui gozado, grandes amigos tinha eu. Paguei a conta e fui embora.
Fui sozinho até casa, fiz a pé um percurso que habitualmente fazia de autocarro, tal era a distância. Passei o caminho todo a pensar... Seria o rapaz apenas um amigo? Será que deveria ter continuado e ido falar com ela? Terão os dois ficado a rir-se da minha figura?  Aquele olhar certamente quis dizer alguma coisa, devia ter-lhe falado logo, será que já é tarde? O rosto dela acompanhou-me durante os dias que se seguiram. Ainda não voltei aquele bar mas quando o fizer vou-me sentar naquela mesa, talvez ela se lembre de aparecer e, desta vez, desta vez, vou falar com ela!

Accidental meeting

Estava a ser uma noite normal, conversas de sempre por entre um ou outro fino e de repente tudo mudou, o meu copo caiu,  na porta do bar uma rapariga loira, cabelos ondulados, olhos penetrantes, naquele momento senti que o bar tinha parado para olhar para ela, assim como eu todos a olhavam. Ela entra confiante, levando até ela todos os olhares, passa por mim e, piscando o olho lança-me um beijo com aqueles lábios vermelhos e segue para a sua mesa... Estremeci, jamais havia experimentado tal situação, era algo totalmente novo, que quereria ela dizer com aquilo? Teria aquilo acontecido ou seria apenas a minha imaginação? Belisquei-me, ela estava lá, sentada, emanava superioridade e acho ate que se sentia bem com todos aqueles olhares. Fui incentivado a ir ter com ela, estava nervoso mas lá tomei coragem e...

sábado, 12 de janeiro de 2013

Madrugada

Estava a chover, os meus amigos tinham ido para casa, também eu o devia ter feito, à horas, não me apeteceu, fui até aquele banco de jardim e sentei-me, estava embebido, embebido pela chuva e pelas recordações de todas as nossas conversas e brincadeiras... Precisava de pensar no que ia fazer nos dias complicados que se aproximavam mas apenas conseguia pensar no brilho dos teus cabelos ali, naquele mesmo banco, numa tarde qualquer. Amanheceu, a minha roupa pingava de molhada e a minha cabeça pingava recordações, decidi ir para casa, o presente estava lá, aquele banco era o passado e, desejo eu, o futuro... o futuro.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Continua...

Hoje sonhei contigo, não me lembro do sonho apenas sei que estavas lá. Talvez seja apenas saudade, vontade de te ver, de te tocar, de te beijar... neste momento ver-te bastava, esse sorriso deixar-me-ia bem, mais que bem até... quando temos muito queremos muito, quando temos pouco queremos pouco, são desejos simples mas intensos... acordei e tentei lembrar-me do que havia sonhado e tudo o que via era a tua cara, será que passara toda a noite a sonhar apenas com a tua cara? (Sempre me disseram que os sonhos não são mais que um reflexo daquilo que nos vai na alma e, sem dúvida, és tu quem me está na alma.) Depois dei comigo a pensar quanto tempo passaria desde a última vez que te tinha visto, já tinham passado uns dias, na minha cabeça uma eternidade, queria voltar a ver-te mas tenho medo do que digas, tenho medo...


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ainda aqueles apontamentos...

Hoje passei por ti, ias apressada, observei-te. Estavas diferente, estavas longe. Será que eras tu ou estava eu a imaginar coisas? Não disse nada, deixei-te seguir. Fiquei ali, parado, a pensar. Serias mesmo tu? Não o parecias, estavas longe... estavas diferente. Devia ter falado, pensava eu... Teria sido aquele o momento, a altura ideal para dizer tudo aquilo que ficou por dizer... Mas, estavas com pressa, vi-o no teu andar, deixei-te ir. Mais uma vez fiquei e tu foste... mais uma vez foste eu fiquei.

Tu

Passei a noite à tua procura, fui a todos os lugares onde haviamos estado, passei por todas as ruas em que passámos juntos, procurei-te em mim... não te encontrei. Onde andas? Cada dia que passa sinto-me cada vez mais só, não por estar sozinho, apenas por não te ter a ti. Errei? Sou humano, desculpa. Sinto falta de ti, do teu sorriso, dos teus cabelos, dos teus lábios, de nós. Sinto-te longe... sinto-me longe.

(encontrei isto escrito nuns apontamentos...)