quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Na esplanada!
Estou aqui sentado, à minha frente tenho duas raparigas, uma, com o seu ar desleixado e um piercing a meio do lábio inferior, saboreia vorazmente um copo de néctar dos deuses, a seu lado, uma amiga, mais arranjada, mas apenas da cintura para cima, traz vestidas as calças que, provavelmente, serviram de pijama na noite anterior, saboreia de forma cuidadosa um chá de camomila e fuma o seu cigarro; à minha esquerda, três homens, de meia idade, um enrola um cigarro, outro entorna uma sagres preta e o terceiro limita-se apenas a brincar com o isqueiro e, pelo meio, muitas risadas e brincadeiras próprias de três amigos que já não se viam há já algum tempo; a minha direita um rapaz e uma rapariga, não parecem um casal, parecem mais amigos, ele segue com os olhos todos os movimentos feitos pelos lábios dela, ela, ao que parece, desabafa com ele problemas vividos com uma terceira pessoa e pelo meio vai devorando cigarros a um ritmo verdadeiramente alucinante, acabou o copo de água, ela levanta-se, ele segue-a, pagam a conta e seguem cada um o seu caminho; no lugar dos três homens está agora uma senhora com os seus 70 anos a lanchar; as duas raparigas pagam a conta; o meu café acabou, vou para casa!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
O medo comanda a vida
Ele está em todas as decisões que tomamos, cada vez que dizemos sim fazê-mo-lo porque temos medo que o não seja incorreto, sempre que mentimos fazê-mo-lo porque temos medo das consequências que a verdade pode trazer consigo... São mais motivados, todos os dias, a fazer algo correto, porque temos medo do que o incorreto nos pode dar, temos medo de arriscar, medo de mudar as rotinas, medo de fazer algo diferente porque podemos ser julgados por isso. Todos os dias fazemos aquilo que não nos dá medo, todos fazemos de tudo para nos mantermos na nossa zona de conforto, podias ter dito que sim aquela proposta de emprego mas tinhas de sair da cidade, podias ter aceitado o convite para o jogo mas não ias jantar com a namorada, ... É o medo que te faz não voltar a errar mas é também ele que te impedo de ver/fazer outras coisas corretas. A vida é demasiado curta para termos medo, arrisca, diz a verdade, diz sim, faz o que o que queres fazer apesar de todas as consequências...
domingo, 27 de janeiro de 2013
Por acaso um café - I
Era sexta-feira, havia ficado em Coimbra porque tinha tido aula até tarde. Estava uma noite calma, com um luar digno de uma qualquer noite de verão e a temperatura era bastante agradável. Decidi sair de casa e ir até à praça, tinha, como todos os dias, de tomar um café. Entrei no bar e logo à entrada estava ela, linda como sempre, os seus cabelos castanhos, lisos, apanhados realçavam a beleza do seu rosto, os seus olhos negros, como o carvão, os seus labios, que adora pintar de vermelho vivo, a sua pele que, quer de longe que de perto, não aparenta qualquer imperfeição e aquilo que mais gostava de ver nela, aquelas covinhas, evidentes, que fazia sempre que se ria. Estava com um casaco castanho claro daqueles longos... Passei por ela e acenei, estavamos chateados mas, estranhamente, ela respondeu, segui, sem olhar para trás, e fui até à unica mesa livre na sala. Pedi um café e, não sei porquê, naquela noite não conseguia deixar de olha-la. Passado algum tempo, e para meu espanto ela levanta-se de junto das amigas e vem na minha direcção, pensei para mim, que quererá ela, continuo e vê-la a avançar e, involuntáriamente esboçei um sorriso, sorriso esse que parece ter sido para ela um tipo qualquer de sinal e, então, ela avançou mais rapidamente na minha direcção. Aguardei-a, ela chegou e pediu para se sentar, aceitei, mesmo sem perceber ainda o que estava a acontecer, semanas antes ela havia pedido para eu a esquecer, ela sentou-se comprimentou-me e, do nada, disse-me, estive a ler o teu blog, eu perguntei se ela tinha gostado ao que ela respondeu, adorei e depois pergunta-me, por acaso alguns textos era sobre mim, eu fiquei um pouco atrapalhado e, acho que, até corei um pouquinho, respirei fundo e disse-lhe...
sábado, 26 de janeiro de 2013
Memórias, leva-as o tempo...
Jurei que jamais te esqueceria mas fazem anos que te foste, começo a esquecer-me de como eras, os traços do teu rosto estão cada vez mais apagados, a linhas do teu corpo começam a misturar-se com os elementos à tua volta, a tua imagem está cada vez mais apagada, quando te imagino restam-me o azul celeste dos teus olhos, o brilho dos teus cabelos castanhos, o rosa dos teus lábios, é tudo que me resta, o rosa, o rosa...
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Na pista
E ali estava ela, no meio da pista, a mostrar a todos que o quisessem ver que ela era a rainha da noite, sentia-se desejada, todos os homens na disco a olhavam e ela gostava de ser olhada, gostava de ser provocadora, gostava de provocar...
domingo, 20 de janeiro de 2013
Escrito num sábado qualquer...
Sabes aquele momento em que estás disposto a fazer mesmo uma coisa e tudo está contra ti? Aquele momento em que sais de casa e decides fazer o mesmo caminho de sempre para ires para o mesmo bar de sempre porque precisas mesmo de chegar lá , beber um café e pensar no que vais fazer durante a semana que se avizinha e, quando dás por ti esse caminho por alguma razão está interdito e acabas por ir a um bar diferente e beber uma cola e, por acaso, toda a semana se transforma num vórtice interminável de coisas a acontecer fora do planeado e acabas por ter uma semana daquelas para esquecer. Pois, foi assim a minha semana...
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
O rico e o pobre
Quando era criança li uma história, era a história de um menino rico e um menino pobre. O menino rico tinha muitos amigos, roupas da moda, as melhores festas de aniversário... o menino pobre usava a roupa que havia sido do irmão que era o seu único e melhor amigo, no seu aniversário a mãe fazia-lhe um bolo e, esta e o irmão, cantavam-lhe os parabéns no fim de jantar.
Hoje, eu cresci e aqueles meninos também, tenho-os visto por aí, o menino rico recebeu um carro quando entrou na universidade, tem uma namorada, vai todos os fins de semana para discoteca com os amigos, todas as pessoas do curso o conhecem, os professores sabem todos o seu nome e costumam ir a jantares lá em casa... o menino pobre, acabou o secundário e teve de ficar na terra. O irmão havia emigrado, em busca de uma vida melhor, tinha-se casado e esperava um filho; a mãe estava débil, tinha-lhe sido diagnosticado um cancro. Por força dos acontecimentos, o menino pobre, teve de arranjar trabalho na aldeia e tratar da sua mãe pois era o único que restava; o pai havia morrido num acidente de carro, era ele ainda bebé.
Voltei a crescer, assim como eles. Já não os tenho visto tantas vezes mas sei que o menino rico agora tem um alto cargo numa empresa de renome, vai no seu segundo casamento e tem outros tantos filhos, que andam no melhor colégio da capital, amigos, esses são todos aqueles que ele convida para os jantares e festas na sua vivenda e que estão sempre à espera do momento ideal para lhe passarem a perna. O menino pobre perdeu a mãe, há já algum tempo, mas encontrou o amor, casou-se e têm 3 meninas, os tempos são difíceis, teve de arranjar 2 trabalhos para as conseguir alimentar e, por isso, tem pouco tempo para elas mas tenta sempre aproveita-lo da melhor forma, estando com elas; amigos, esses são poucos mas leais, sempre prontos a dar a mão, a dividir o pouco que têm para o outro não ficar sem nada... Não sei porquê sempre gostei mais deste menino...
Hoje, eu cresci e aqueles meninos também, tenho-os visto por aí, o menino rico recebeu um carro quando entrou na universidade, tem uma namorada, vai todos os fins de semana para discoteca com os amigos, todas as pessoas do curso o conhecem, os professores sabem todos o seu nome e costumam ir a jantares lá em casa... o menino pobre, acabou o secundário e teve de ficar na terra. O irmão havia emigrado, em busca de uma vida melhor, tinha-se casado e esperava um filho; a mãe estava débil, tinha-lhe sido diagnosticado um cancro. Por força dos acontecimentos, o menino pobre, teve de arranjar trabalho na aldeia e tratar da sua mãe pois era o único que restava; o pai havia morrido num acidente de carro, era ele ainda bebé.
Voltei a crescer, assim como eles. Já não os tenho visto tantas vezes mas sei que o menino rico agora tem um alto cargo numa empresa de renome, vai no seu segundo casamento e tem outros tantos filhos, que andam no melhor colégio da capital, amigos, esses são todos aqueles que ele convida para os jantares e festas na sua vivenda e que estão sempre à espera do momento ideal para lhe passarem a perna. O menino pobre perdeu a mãe, há já algum tempo, mas encontrou o amor, casou-se e têm 3 meninas, os tempos são difíceis, teve de arranjar 2 trabalhos para as conseguir alimentar e, por isso, tem pouco tempo para elas mas tenta sempre aproveita-lo da melhor forma, estando com elas; amigos, esses são poucos mas leais, sempre prontos a dar a mão, a dividir o pouco que têm para o outro não ficar sem nada... Não sei porquê sempre gostei mais deste menino...
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Accidental meeting - 2
... levantei-me, dei dois passos e parei, olhei para trás e os meus amigos diziam para eu seguir sem medo. Aqueles poucos metros, entre mim e aquela mesa, pareciam intermináveis, para piorar a situação, ela olha para mim e sorri, voltei a fraquejar, tal era a sua sensualidade, as minhas pernas tremiam, parei, respirei fundo e voltei a caminhar mas, sou ultrapassado, um rapaz alto de cabelo apanhado passa por mim e senta-se ao lado dela, voltei para trás, fui gozado, grandes amigos tinha eu. Paguei a conta e fui embora.
Fui sozinho até casa, fiz a pé um percurso que habitualmente fazia de autocarro, tal era a distância. Passei o caminho todo a pensar... Seria o rapaz apenas um amigo? Será que deveria ter continuado e ido falar com ela? Terão os dois ficado a rir-se da minha figura? Aquele olhar certamente quis dizer alguma coisa, devia ter-lhe falado logo, será que já é tarde? O rosto dela acompanhou-me durante os dias que se seguiram. Ainda não voltei aquele bar mas quando o fizer vou-me sentar naquela mesa, talvez ela se lembre de aparecer e, desta vez, desta vez, vou falar com ela!
Fui sozinho até casa, fiz a pé um percurso que habitualmente fazia de autocarro, tal era a distância. Passei o caminho todo a pensar... Seria o rapaz apenas um amigo? Será que deveria ter continuado e ido falar com ela? Terão os dois ficado a rir-se da minha figura? Aquele olhar certamente quis dizer alguma coisa, devia ter-lhe falado logo, será que já é tarde? O rosto dela acompanhou-me durante os dias que se seguiram. Ainda não voltei aquele bar mas quando o fizer vou-me sentar naquela mesa, talvez ela se lembre de aparecer e, desta vez, desta vez, vou falar com ela!
Accidental meeting
Estava a ser uma noite normal, conversas de sempre por entre um ou outro fino e de repente tudo mudou, o meu copo caiu, na porta do bar uma rapariga loira, cabelos ondulados, olhos penetrantes, naquele momento senti que o bar tinha parado para olhar para ela, assim como eu todos a olhavam. Ela entra confiante, levando até ela todos os olhares, passa por mim e, piscando o olho lança-me um beijo com aqueles lábios vermelhos e segue para a sua mesa... Estremeci, jamais havia experimentado tal situação, era algo totalmente novo, que quereria ela dizer com aquilo? Teria aquilo acontecido ou seria apenas a minha imaginação? Belisquei-me, ela estava lá, sentada, emanava superioridade e acho ate que se sentia bem com todos aqueles olhares. Fui incentivado a ir ter com ela, estava nervoso mas lá tomei coragem e...
sábado, 12 de janeiro de 2013
Madrugada
Estava a chover, os meus amigos tinham ido para casa, também eu o devia ter feito, à horas, não me apeteceu, fui até aquele banco de jardim e sentei-me, estava embebido, embebido pela chuva e pelas recordações de todas as nossas conversas e brincadeiras... Precisava de pensar no que ia fazer nos dias complicados que se aproximavam mas apenas conseguia pensar no brilho dos teus cabelos ali, naquele mesmo banco, numa tarde qualquer. Amanheceu, a minha roupa pingava de molhada e a minha cabeça pingava recordações, decidi ir para casa, o presente estava lá, aquele banco era o passado e, desejo eu, o futuro... o futuro.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Continua...
Hoje sonhei contigo, não me lembro do sonho apenas sei que estavas lá. Talvez seja apenas saudade, vontade de te ver, de te tocar, de te beijar... neste momento ver-te bastava, esse sorriso deixar-me-ia bem, mais que bem até... quando temos muito queremos muito, quando temos pouco queremos pouco, são desejos simples mas intensos... acordei e tentei lembrar-me do que havia sonhado e tudo o que via era a tua cara, será que passara toda a noite a sonhar apenas com a tua cara? (Sempre me disseram que os sonhos não são mais que um reflexo daquilo que nos vai na alma e, sem dúvida, és tu quem me está na alma.) Depois dei comigo a pensar quanto tempo passaria desde a última vez que te tinha visto, já tinham passado uns dias, na minha cabeça uma eternidade, queria voltar a ver-te mas tenho medo do que digas, tenho medo...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Ainda aqueles apontamentos...
Hoje passei por ti, ias apressada, observei-te. Estavas diferente, estavas longe. Será que eras tu ou estava eu a imaginar coisas? Não disse nada, deixei-te seguir. Fiquei ali, parado, a pensar. Serias mesmo tu? Não o parecias, estavas longe... estavas diferente. Devia ter falado, pensava eu... Teria sido aquele o momento, a altura ideal para dizer tudo aquilo que ficou por dizer... Mas, estavas com pressa, vi-o no teu andar, deixei-te ir. Mais uma vez fiquei e tu foste... mais uma vez foste eu fiquei.
Tu
Passei a noite à tua procura, fui a todos os lugares onde haviamos estado, passei por todas as ruas em que passámos juntos, procurei-te em mim... não te encontrei. Onde andas? Cada dia que passa sinto-me cada vez mais só, não por estar sozinho, apenas por não te ter a ti. Errei? Sou humano, desculpa. Sinto falta de ti, do teu sorriso, dos teus cabelos, dos teus lábios, de nós. Sinto-te longe... sinto-me longe.
(encontrei isto escrito nuns apontamentos...)
(encontrei isto escrito nuns apontamentos...)
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