domingo, 20 de janeiro de 2013

Escrito num sábado qualquer...

Sabes aquele momento em que estás disposto a fazer mesmo uma coisa e tudo está contra ti? Aquele momento em que sais de casa e decides fazer o mesmo caminho de sempre para ires para o mesmo bar de sempre porque precisas mesmo de chegar lá , beber um café e pensar no que vais fazer durante a semana que se avizinha e, quando dás por ti esse caminho por alguma razão está interdito e acabas por ir a um bar diferente e beber uma cola e, por acaso, toda a semana se transforma num vórtice interminável de coisas a acontecer fora do planeado e acabas por ter uma semana daquelas para esquecer. Pois, foi assim a minha semana...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O rico e o pobre

Quando era criança li uma história, era a história de um menino rico e um menino pobre. O menino rico tinha muitos amigos, roupas da moda, as melhores festas de aniversário... o menino pobre usava a roupa que havia sido do irmão que era o seu único e melhor amigo, no seu aniversário a mãe fazia-lhe um bolo e, esta e o irmão, cantavam-lhe os parabéns no fim de jantar.
Hoje, eu cresci e aqueles meninos também, tenho-os visto por aí, o menino rico recebeu um carro quando entrou na universidade, tem uma namorada, vai todos os fins de semana para discoteca com os amigos, todas as pessoas do curso o conhecem, os professores sabem todos o seu nome e costumam ir a jantares lá em casa... o menino pobre, acabou o secundário e teve de ficar na terra. O irmão havia emigrado, em busca de uma vida melhor, tinha-se casado e esperava um filho; a mãe estava débil, tinha-lhe sido diagnosticado um cancro. Por força dos acontecimentos, o menino pobre, teve de arranjar trabalho na aldeia e tratar da sua mãe pois era o único que restava; o pai havia morrido num acidente de carro, era ele ainda bebé.
Voltei a crescer, assim como eles. Já não os tenho visto tantas vezes mas sei que o menino rico agora tem um alto cargo numa empresa de renome, vai no seu segundo casamento e tem outros tantos filhos, que andam no melhor colégio da capital, amigos, esses são todos aqueles que ele convida para os jantares e festas na sua vivenda e que estão sempre à espera do momento ideal para lhe passarem a perna. O menino pobre perdeu a mãe, há já algum tempo, mas encontrou o amor, casou-se e têm 3 meninas, os tempos são difíceis, teve de arranjar 2 trabalhos para as conseguir alimentar e, por isso, tem pouco tempo para elas mas tenta sempre aproveita-lo da melhor forma, estando com elas; amigos, esses são poucos mas leais, sempre prontos a dar a mão, a dividir o pouco que têm para o outro não ficar sem nada... Não sei porquê sempre gostei mais deste menino...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Accidental meeting - 2

... levantei-me, dei dois passos e parei, olhei para trás e os meus amigos diziam para eu seguir sem medo. Aqueles poucos metros, entre mim e aquela mesa, pareciam intermináveis, para piorar a situação, ela olha para mim e sorri, voltei a fraquejar, tal era a sua sensualidade, as minhas pernas tremiam, parei, respirei fundo e voltei a caminhar mas, sou ultrapassado, um rapaz alto de cabelo apanhado passa por mim e senta-se ao lado dela, voltei para trás, fui gozado, grandes amigos tinha eu. Paguei a conta e fui embora.
Fui sozinho até casa, fiz a pé um percurso que habitualmente fazia de autocarro, tal era a distância. Passei o caminho todo a pensar... Seria o rapaz apenas um amigo? Será que deveria ter continuado e ido falar com ela? Terão os dois ficado a rir-se da minha figura?  Aquele olhar certamente quis dizer alguma coisa, devia ter-lhe falado logo, será que já é tarde? O rosto dela acompanhou-me durante os dias que se seguiram. Ainda não voltei aquele bar mas quando o fizer vou-me sentar naquela mesa, talvez ela se lembre de aparecer e, desta vez, desta vez, vou falar com ela!

Accidental meeting

Estava a ser uma noite normal, conversas de sempre por entre um ou outro fino e de repente tudo mudou, o meu copo caiu,  na porta do bar uma rapariga loira, cabelos ondulados, olhos penetrantes, naquele momento senti que o bar tinha parado para olhar para ela, assim como eu todos a olhavam. Ela entra confiante, levando até ela todos os olhares, passa por mim e, piscando o olho lança-me um beijo com aqueles lábios vermelhos e segue para a sua mesa... Estremeci, jamais havia experimentado tal situação, era algo totalmente novo, que quereria ela dizer com aquilo? Teria aquilo acontecido ou seria apenas a minha imaginação? Belisquei-me, ela estava lá, sentada, emanava superioridade e acho ate que se sentia bem com todos aqueles olhares. Fui incentivado a ir ter com ela, estava nervoso mas lá tomei coragem e...

sábado, 12 de janeiro de 2013

Madrugada

Estava a chover, os meus amigos tinham ido para casa, também eu o devia ter feito, à horas, não me apeteceu, fui até aquele banco de jardim e sentei-me, estava embebido, embebido pela chuva e pelas recordações de todas as nossas conversas e brincadeiras... Precisava de pensar no que ia fazer nos dias complicados que se aproximavam mas apenas conseguia pensar no brilho dos teus cabelos ali, naquele mesmo banco, numa tarde qualquer. Amanheceu, a minha roupa pingava de molhada e a minha cabeça pingava recordações, decidi ir para casa, o presente estava lá, aquele banco era o passado e, desejo eu, o futuro... o futuro.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Continua...

Hoje sonhei contigo, não me lembro do sonho apenas sei que estavas lá. Talvez seja apenas saudade, vontade de te ver, de te tocar, de te beijar... neste momento ver-te bastava, esse sorriso deixar-me-ia bem, mais que bem até... quando temos muito queremos muito, quando temos pouco queremos pouco, são desejos simples mas intensos... acordei e tentei lembrar-me do que havia sonhado e tudo o que via era a tua cara, será que passara toda a noite a sonhar apenas com a tua cara? (Sempre me disseram que os sonhos não são mais que um reflexo daquilo que nos vai na alma e, sem dúvida, és tu quem me está na alma.) Depois dei comigo a pensar quanto tempo passaria desde a última vez que te tinha visto, já tinham passado uns dias, na minha cabeça uma eternidade, queria voltar a ver-te mas tenho medo do que digas, tenho medo...


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ainda aqueles apontamentos...

Hoje passei por ti, ias apressada, observei-te. Estavas diferente, estavas longe. Será que eras tu ou estava eu a imaginar coisas? Não disse nada, deixei-te seguir. Fiquei ali, parado, a pensar. Serias mesmo tu? Não o parecias, estavas longe... estavas diferente. Devia ter falado, pensava eu... Teria sido aquele o momento, a altura ideal para dizer tudo aquilo que ficou por dizer... Mas, estavas com pressa, vi-o no teu andar, deixei-te ir. Mais uma vez fiquei e tu foste... mais uma vez foste eu fiquei.

Tu

Passei a noite à tua procura, fui a todos os lugares onde haviamos estado, passei por todas as ruas em que passámos juntos, procurei-te em mim... não te encontrei. Onde andas? Cada dia que passa sinto-me cada vez mais só, não por estar sozinho, apenas por não te ter a ti. Errei? Sou humano, desculpa. Sinto falta de ti, do teu sorriso, dos teus cabelos, dos teus lábios, de nós. Sinto-te longe... sinto-me longe.

(encontrei isto escrito nuns apontamentos...)