sábado, 12 de janeiro de 2013

Madrugada

Estava a chover, os meus amigos tinham ido para casa, também eu o devia ter feito, à horas, não me apeteceu, fui até aquele banco de jardim e sentei-me, estava embebido, embebido pela chuva e pelas recordações de todas as nossas conversas e brincadeiras... Precisava de pensar no que ia fazer nos dias complicados que se aproximavam mas apenas conseguia pensar no brilho dos teus cabelos ali, naquele mesmo banco, numa tarde qualquer. Amanheceu, a minha roupa pingava de molhada e a minha cabeça pingava recordações, decidi ir para casa, o presente estava lá, aquele banco era o passado e, desejo eu, o futuro... o futuro.

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