quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Sobre os fogos...

 Será que a solução de passar os terrenos abandonados para as autarquias terá algum impacto na prevenção dos incêndios?
 Não seria mais inteligente formar as autarquias para a prevenção dos fogos, através do tão falado ordenamento do território e da criação de zonas tampão nas imediações das populações bem como meter mais restrições à plantação de Eucaliptos nas proximidades das povoações e cursos de água que de outra forma podiam ser de grande ajuda no combate aos incêndios?
 De que vale dar mais terrenos para ficarem sobre a alçada destas se não se dão meios para a devida prevenção dos incêndios nestes espaços, quer meios materiais quer humanos, é preciso não esquecer que a grande maioria das câmaras tem as contratações congeladas...

Foto: Nelson Garrido

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Mortágua 2013 (Praia Fluvial)

Hoje escrevo sobre algo que é quase incompreensível não haver por cá.
Num concelho, em que até no próprio nome a água está presente e, que se encontra profundamente recortado por rios ribeiras e riachos causa-me estranheza o não aproveitamento destes de melhor forma.
Tendo no seu território uma boa parte das margens da Albufeira da Barragem da Aguieira (não falando sequer na Barragem de Macieira ou da ainda não reconcluida Barragem do Lapão) Mortágua apresenta condições óptimas para a construção de uma (ou mais) praia fluvial aproveitando estes recursos e a sua área envolvente. Espaços que bem planeados podem trazer uma nova vida aos terrenos "perdidos" para o espelho de água da albufeira. 
Praias Fluviais, que são sempre, uma aposta ganha, na região, tendo como maiores exemplos a Praia Fluvial da Senhora da Ribeira e a Praia Fluvial de Vimieiro. Praias estas nos concelhos vizinhos e que são muito requisitadas pelas gentes de cá. Um sinal de uma evidente falta em Mortágua. 
Locais como o Valongo (Chão de Vento), Almaçinha e Falgaroso do Maio já se vêem muitas vezes requisitados para recreio, desde a pesca aos próprios banhos. Muitos destes sítios só não são mais frequentados devido apenas à falta de infraestruturas de apoio como balneários, acessos, condições de segurança e até da própria restauração. 
Com isto é fácil entender as mais valias de um espaço deste tipo como, a atracção turística, criação de emprego e, até, a melhoria da qualidade de vida da população, devido à maior oferta de espaços de recreio e lazer e à não necessidade de grandes deslocações para usufruir de espaços do mesmo tipo.

E tu o que achas disto?

 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Mortágua 2013 (Ciclovias)

Hoje vinha a conduzir e, após ultrapassar dois ciclistas, lembrei-me de algo que já havia pensado à muito e esta é, talvez, a altura ideal para expor a minha ideia.
Sendo cada vez mais um concelho de ciclistas ocasionais e praticantes mais regulares, chegando a haver vários federados, noto a falta de vias reservadas a ciclistas.
Tendo a zona envolvente à sede de concelho poucas alterações no seu relevo e até várias povoações próximas, como é o caso das Aldeias do Reguengo (Vila Moinhos, Vila Meã, Cruz de Vila Nova, Vila Nova), do Barril, do Coval, das próprias aldeia que ladeiam a Albufeira da Aguieira (Chão de Vento, Falgaroso do Maio, Amaçinha e Almaça) e de algumas das aldeias que ladeiam a Ribeira de Mortágua (Caparrosinha, Vale de Açores, Póvoa, Vale de Remigio, Monte de Lobos, Palinha e Pala), seria interessante a vários níveis a ligação destes povoados por ciclovias ou até, porque não, por vias ciclo turísticas que aproveitariam o facto de muitas destas aldeias estarem ladeadas por cursos de água e terem algumas paisagem rurais fantásticas. 
De referir algumas das vantagens que advinham da construção:
             - de ciclovias, um fomentar da prática do ciclismo no concelho e, com isto, combate ao sedentarismo e uma possível diminuição da poluição automóvel através do incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte;
             - de vias ciclo turísticas, a atracção de turística e ganhos que daí advêm, o aproveitamento das potencialidades de alguns dos nossos recursos e a construção destas não requerer grandes custos.
São também uma forma de ligar algumas áreas de lazer/interesse do concelho como o Parque Verde da Ponte, o Pelourinho, a Câmara Municipal, o Parque Verde das Nogueiras e a própria Albufeira da Aguieira.

E tu o que achas disto?

 


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Mortágua 2013 (Parque de Campismo)

Estão aí, cada vez mais próximas, as eleições para esta e para muitas outras câmaras do país, com isto, acho que chegou a altura de também eu dar o meu contributo para fazer ver, aos quatro projectos candidatos, alguns dos problemas que eu vejo por Mortágua. 


Hoje falo de algo que acho que há muito tempo sinto ser uma falta na terra, um Parque de Campismo. Mortágua vem-se assumindo recentemente como um concelho que trás para si muitas gentes de fora seja para actividades desportivas, culturais ou gastronómicas. Actividades como o BTT de Mortágua, a Resistência de BTT de Mortágua, a Maratona de BTT "Descoberta da Irmãnia", o Rallie de Mortágua, o Fim de Semana da Lampantana, a Festa da Juventude/Feira das Associações, e muitas outras. 
Actividades estas que atraem quer participantes como espectadores, pessoas estas que se vêm limitadas a apenas uma pensão, dois hotéis e um resort. Opções por vezes pouco atractivas quer em termos financeiros quer por serem demasiado tradicionais, por exemplo, para um Bttista que gosta de aproveitar os fim de semanas em que prática a modalidade para ter também para si um momento de maior ligação com a natureza de forma a fugir ao stress de uma semana de trabalho rotineiro ou, simplesmente, por serem uma forma demasiado regrante para um grupo de jovens que vêm até Mortágua para desfrutar de um fim de semana de Rallie aproveitando também os bares da vila ou que venham aproveitar a própria Festa da Juventude/Feira das Associações. 
Vejo-o também como uma forma de trazer pessoas a explorar o nosso concelho seja o Percurso Pedestre das Quedas de Água das Paredes, o Parque Verde, as demais Albufeiras e Rios que recortam o concelho, a Mata Nacional do Buçaco ou até os vários Santuários e locais de devoção por aqui espalhados.

E tu o que achas disto?


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Lição nº17/06

Sinto que hoje "nasceu" uma geração melhor para este país, aqueles milhares de alunos que por causa da luta se viram privados da realização do exame nacional de Português/Latim, uma geração que aprende por parte dos seus educadores que muitas vezes as palavras não bastam. Aprende que palavras, por vezes, tem de ser acompanhadas de acção, de um murro na mesa, de um basta, de mudança. Sinto que este acontecimento pode servir para o aparecer de uma geração mais interessada e, acima de tudo, de uma geração que lute pelos seus direitos mas que saiba como e quando lutar, que perceba que luta não se pode resumir a acontecimentos pontuais mas que é, acima de tudo, um processo constante... Alunos que hoje se sentem inferiorizados por terem de entrar de férias mais tarde mas que espero não tenham eles de dentro em pouco estar a lutar por direito a férias!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Insónia

Já me tinha deitado, à umas duas horas, mas o sono não chegava, queria dormir mas não conseguia, resolvi vestir-me e sair de casa, fui dar uma volta. Desci pela sé, atravessei a baixa e, depois, subi pela avenida até ao penedo, durante todo este caminho fui imaginando, em cada degrau da sé, recanto da  baixa, ou banco da sereia e do penedo, todas as histórias de amores e desamores que ali já haveriam acontecido e, à medida que isso ia acontecendo, vinham-me à memória os bons momentos que, eu, também já havia passado nesses lugares. Não só os amores e desamores nos deixam marcados, mas, sem duvida, esses tocaram-me de forma mais forte naquela noite, estava carente de um conforto, sentia-me insignificante perante a cidade mas era ela a minha única companheira, a minha confidente e era, também, ela que me fazia recordar, que me fazia, rir, suar, chorar, era ela o único elemento que me ligava a todas as outras histórias. Eu estava só com ela naquela noite mas ela havia estado em todos os outros encontros, em todos os outros desencontros, e já foi, ela, peça fundamental desses mesmos encontros e desencontros... Vi, com ela, o nascer do sol, do penedo, foi a primeira vez que o fiz e, até hoje, a ultima, ali, naquele momento, senti que não era aquele o sítio onde devia estar, pelo menos não sozinho, aquele era um lugar em que as histórias são escritas por mais do que um interveniente, sai de lá com uma certeza, vou voltar, não sei quando, mas de algo tenho a certeza tu vais comigo, não sei quem és mas vais comigo ou, vou eu contigo...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Pensamento abstrato

Hoje acordei com uma vontade enorme de te ver, de te puxar, por um braço, e obrigar-te a ouvires todas a palavras que tenho guardadas para ti. Um daqueles dias em que penso que talvez fosse melhor deitar cá para fora tudo o que penso em vez de guarda-lo só para mim, uma coisa sei, por cada palavra que te não digo uma resposta fica por ouvir, poderia ser algo bom ou algo mau, de se ouvir, mas pelo menos a dúvida deixava de persistir e, talvez, até ficasse melhor contigo ou comigo mesmo mas, por outro lado, tenho medo do que os teus olhos diriam ao ouvir-me falar ou pior do que tu dirias depois de todos os meus desabafos, vou ficar na mesma, vou guardar para mim o que penso ou, talvez um dia te diga, talvez um dia...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Na esplanada!

Estou aqui sentado, à minha frente tenho duas raparigas, uma, com o seu ar desleixado e um piercing a meio do lábio inferior, saboreia vorazmente um copo de néctar dos deuses, a seu lado, uma amiga, mais arranjada, mas apenas da cintura para cima, traz vestidas as calças que, provavelmente, serviram de pijama na noite anterior, saboreia de forma cuidadosa um chá de camomila e fuma o seu cigarro; à minha esquerda, três homens, de meia idade, um enrola um cigarro, outro entorna uma sagres preta e o terceiro limita-se apenas a brincar com o isqueiro e, pelo meio, muitas risadas e brincadeiras próprias de três amigos que já não se viam há já algum tempo; a minha direita um rapaz e uma rapariga, não parecem um casal, parecem mais amigos, ele segue com os olhos todos os movimentos feitos pelos lábios dela, ela, ao que parece, desabafa com ele problemas vividos com uma terceira pessoa e pelo meio vai devorando cigarros a um ritmo verdadeiramente alucinante, acabou o copo de água, ela levanta-se, ele segue-a, pagam a conta e seguem cada um o seu caminho; no lugar dos três homens está agora uma senhora com os seus 70 anos a lanchar; as duas raparigas pagam a conta; o meu café acabou, vou para casa!