domingo, 27 de janeiro de 2013

Por acaso um café - I

Era sexta-feira, havia ficado em Coimbra porque tinha tido aula até tarde. Estava uma noite calma, com um luar digno de uma qualquer noite de verão e a temperatura era bastante agradável. Decidi sair de casa e ir até à praça, tinha, como todos os dias, de tomar um café. Entrei no bar e logo à entrada estava ela, linda como sempre, os seus cabelos castanhos, lisos, apanhados realçavam a beleza do seu rosto, os seus olhos negros, como o carvão, os seus labios, que adora pintar de vermelho vivo, a sua pele que, quer de longe que de perto, não aparenta qualquer imperfeição e aquilo que mais gostava de ver nela, aquelas covinhas, evidentes, que fazia sempre que se ria. Estava com um casaco castanho claro daqueles longos... Passei por ela e acenei, estavamos chateados mas, estranhamente, ela respondeu, segui, sem olhar para trás, e fui até à unica mesa livre na sala. Pedi um café e, não sei porquê, naquela noite não conseguia deixar de olha-la. Passado algum tempo, e para meu espanto ela levanta-se de junto das amigas e vem na minha direcção, pensei para mim, que quererá ela, continuo e vê-la a avançar e, involuntáriamente esboçei um sorriso, sorriso esse que parece ter sido para ela um tipo qualquer de sinal e, então, ela avançou mais rapidamente na minha direcção. Aguardei-a, ela chegou e pediu para se sentar, aceitei, mesmo sem perceber ainda o que estava a acontecer, semanas antes ela havia pedido para eu a esquecer, ela sentou-se comprimentou-me e, do nada, disse-me, estive a ler o teu blog, eu perguntei se ela tinha gostado ao que ela respondeu, adorei e depois pergunta-me, por acaso alguns textos era sobre mim, eu fiquei um pouco atrapalhado e, acho que, até corei um pouquinho, respirei fundo e disse-lhe...

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